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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nuvens

Nuvens e suas características

Apesar de terem uma aparência sólida, as nuvens são coleções de gotículas de água, cristais de gelo ou uma mistura dos dois. Desde tempos remotos, as pessoas observam o céu e sua infinidade de nuvens de formas diferentes. Mas, além de sua beleza, as nuvens são importantes para o clima porque são elas as grandes responsáveis pela quantidade de radiação solar que chega na superfície de nosso planeta. São elas quem indicam as condições predominantes, passadas e, o mais importante, as futuras condições da atmosfera.

Todas as nuvens são produtos de temperatura, elevação e seu resfriamento adiabaticamente. A forma da nuvem depende de como o ar move-se verticalmente e da altura na qual o ar resfria-se até seu ponto de condensação. O ar pode ser forçado a elevar-se por:

1) aquecimento local, ou convecção direta (esquema 1);

2) efeito da topografia (esquema 2 - esquerda);

3) efeito de frentes (esquema 2 - direita);

4) convergência.

Quanto ao aspecto

Cumulonimbus
  • Estratiformes - nuvens de desenvolvimento horizontal, cobrindo grande área; apresentam pouca espessura; dão origem a precipitação de caráter leve e contínuo.
  • Cumuliformes - nuvens de desenvolvimento vertical, em grande extensão; surgem isoladas; dão origem a precipitação forte, em pancadas e localizadas.
  • Cirriformes - nuvens de desenvolvimento horizontal. São fibrosas, de aspecto frágil e ocumpam as altas atmosferas. São formadas por cristais de gelo minúsculos e não dão origem a precipitação; porém elas são fortes indicativos de precipitação.

Quanto à constituição

  • Sólidas - Podendo conter gelo até mesmo de tamanho elevado, chegando a pesar 1 tonelada, se em nuvens chamadas de negras ou tremulas.
  • Líquidas - constituídas basicamente por gotículas de água.
  • Mistas - constituídas tanto por gotículas de água quanto cristais de gelo.
  • Quanto ao estágio (altura)

De acordo com o Atlas Internacional de Nuvens da OMM (Organização Meteorológica Mundial) existem três estágios ou grupo de alturas de nuvens:

  • Altas - base acima de 6 km de altura - constituídas por nuvens sólidas.
  • Médias - base entre 2 a 4 km de altura nos pólos, entre 2 a 7 km em latitudes médias, e entre 2 a 8 km no equador - podendo ser nuvens líquidas ou mistas.
  • Baixas - base até 2 km de altura - constituídas de nuvens líquidas.

EFEITOS DA ELEVAÇÃO DO AR

Quando o ar move-se verticalmente a temperatura irá decrescer, o que é conhecido co

mo resfriamento adiabático. Este movimento é restrito à colunas independentes de ar, que podem ser vastamente espalhadas ou relativamente compactadas. Em qualquer um dos casos, a temperatura através das colunas de ar é a mesma horizontalmente.

Consequentemente, o ponto de condensação desses corpos de ar em elevação alcançarão o mesmo valor, produzindo nuvens de mesma pressão, até bases, todas na mesma altura. A espessura vertical da nuvem depende da altura que a nuvem sobe após ter atingido seu ponto de condensação e da quantidade de umidade disponível. Claramente, este processo será responsável pela formação de nuvens cumulus (vide figura 1) e, se a elevação for exagerada, nuvens cumulonimbus (vide figura 2). Portanto, nuvens cumulus se formam de colunas de ar isoladas e localizadas ou de colunas adjacentes ao longo de uma elevação brusca do ar provocada por um relevo elevado.

Esquema 1- Coluna de ar quente ascendente produzindo uma nuvem tipo cumulus. EFEITOS DAS FRENTES NA ELEVAÇÃO DO AR

Quando ar quente encontra uma massa de ar frio, o ar quente se aloja sob a massa. Note que o ar quente passando por cima do ar frio tem uma considerável extensão horizontal. Quando a camada de ar quente eleva-se por causa do ar frio, ocorre o resfriamento adiabático causando a condensação da umidade que continua conforme o ar sobe. Este processo ocorre mais ou menos uniformemente por toda a camada de ar quente e produz uma manta de nuvem tipo stratus (vide figura 3). Assim, a rampa de nuvem formada será mais espessa perto do chão, tendo mais umidade em altitudes mais baixas, e as nuvens baixas serão cobertas pelas nuvens médias e altas. Este processo está indicado no esquema, mostrando a seqüência de formação de nuvens tipo stratus. Logo vemos que as nuvens devem ser mais finas e geralmente mais claras quanto mais alta é a elevação do ar. Quanto mais no alto está a camada de nuvem desta elevação, mais espalhadas e separadas serão. Estas são as nuvens tipo cirrus (vide figura 4). Logo atrás do cirrus, a massa espessa-se. A porção mais alta e fina da camada será do tipo cirrostratus. Então, conforme decresce a altitude a série passa para espesso altostratus (vide figura 5), stratus ou nimbostratus (vide figura 6), que são associados com precipitação.

Esquema 2 - Produção de nuvens tipo cumulus pela elevação do ar ao longo de uma montanha (esquerda) e pela elevação do ar ao encontrar uma massa de ar frio. CONVERGÊNCIA

Este tipo de elevação do ar está demonstrado no esquema 3. Nestas condições há o desenvolvimento de nuvens tipo stratus. Contudo se o ar em elevação tem inicialmente um "lapse-rate" instável ou está num estado convectivo de instabilidade, nuvens tipo cumulus, cumulonimbus e tempestades podem desenvolver-se.

Esquema 3 - Formação da seqüência de nuvens tipo stratus pela suave elevação do ar ao encontrar uma massa de ar frio.

CLASSIFICAÇÃO DAS NUVENS

Em 1803, o meteorologista inglês Luke Howard propôs uma classificação das variedades das nuvens baseda em sua aparência. Seu trabalho formulou a base de um sistema internacional de classificação publicado no "International Cloud Atlas" em 1896, tendo sua publicação mais recente em 1956 pela Organização Mundial de Meteorologia. Essa classificação lista 10 gêneros, ou formas, básicas subdivididas em espécies de acordo com seu formato externo e estrutura interna (vide Galeria de Fotos). Os nomes dos 10 gêneros são derivados das combinações das três classificações de nuvens de Howard: cirrus, stratus e cumulus, assumindo complementação das palavras alto para nuvens de grandes altitudes e nimbus para nuvens de chuva.

Embora a classificação das nuvens dependa da forma e aparência, um critério adicional é usado no reconhecimento tendo em vista a importante relação entre as nuvens e sua altura. Categorias de altitude são baseadas na elevação das bases ou de suas superfícies inferiores. Todos os gêneros descritos previamente podem ser incluídos nas categorias de nuvens altas, médias e baixas como mostra a Tabela I. As altitudes das nuvens variam com a latitude devido às diferenças de temperatura e quantidade de vapor d’água contido no ar do equador aos pólos.

Tabela I - Nuvens organizadas por categoria de altitude

Nuvens AltasCirrus(fig.1), Cirrostratus(fig.2), Cirrocumulus(fig.3).
Nuvens MédiasAltocumulus(fig.4), Altostratus(fig.5).
Nuvens BaixasCumulus(fig.6), Cumulonimbus(fig.7, 14 e 15), Stratus(fig.8), Stratocumulus(fig.9), Nimbostratus(fig.10)

Figura 1Figura 2Figura 3Figura 4Figura 5
Figura 6Figura 7Figura 8Figura 9Figura 10
Figura 11Figura 12Figura 13Figura 14Figura 15

NUVENS ATRATIVAS

Alguns tipos de nuvens se formam com condições atmosféricas raras. A nuvem da figura é estranha em sua aparência. Não surpreendente, várias pessoas associavam-nas com UFOs. Essas são nuvens altocumulus lenticularis (vide figura 11), que são altocumulus em formato de lente. Estas e outras chamadas "mountain-wave" são geradas por ventos que são desviados ao encontrar uma montanha.

A maior parte do vapor d’água está confinada na troposfera. Uma exceção é um ocasional cumulonimbus intenso, cujo topo pode penetrar na tropopausa e entrar na porção mais baixa da estratosfera. Outra exceção é a colorida "neacrous cloud", que ocorre no alto da estratosfera. As temperaturas nessa altitude (25 a 30 km) favorecem a água a ficar no estado sólido ou supercongelado. Devido à sua delicadezas e brilho de pérola, estas nuvens raramente vistas são também chamadas de nuvem pérola-mãe. Elas são melhor vistas em latitudes altas no inverno quando iluminadas pelo sol poente.

Uma misteriosa formação de nuvem é a "noctilucent cloud"(vide figura 13), que se assemelha com cirrus e ocorrem na alta mesosfera. Alguns cientistas sugerem que essas nuvens de cristais de gelo depositados em pequenas partículas de poeira de meteoritos. Elas são vistas apenas em latitudes altas durante o nascer e o pôr do sol.

Outro tipo de nuvem com curiosa aparência é a mammatus (vide figuras 12 e 13). São nuvens com protuberâncias arredondadas sob a superfície da nuvem. Esta característica ocorre geralmente com cirrus, cirrocumulus, altocumulus, altostratos, stratocumulus e cumlunimbus.

Tipos de nuvens

Cirrus(CI): Tem um aspecto delicado, sedoso ou tipo de uma fibra, tem a cor branca e brilhante.

Cirrocumulus(CC): De pouca espessura, compostas de elementos muito pequenos em forma de grãos e rugas.

Cirrostratus(CS): véu transparente, fino e esbranquiçado, sem ocultar o sol ou a lua, apresentam o fenômeno de halo.

Altostratus (AS): camadas cinzentas ou azuladas, muitas vezes associadas a alto-cúmulo; compostas de gotículas superresfriadas e cristais de gelo; não encobrem o sol.

Altocumulus (AC): Lençol ou camada de nuvens brancas ou cinzentas, tendo geralmente sombras próprias.

Stratus (St): muito baixas, em camadas uniformes e suaves, cor cinza; coladas à superfície; é o nevoeiro; apresenta topo uniforme (ar estável) e produz chuvisco (garoa).

Stratocumulus (SC): lençol contínuo ou descontínuo, de cor cinza ou esbranquiçada, tendo sempre partes escuras.

Nimbostratus (NS): aspecto amorfo, base difusa e baixa, muito espessa, escura ou cinzenta.

Cúmulo (Cu): com contornos bem definidos. Podem ser orográficas ou térmicas (convectivas); apresentam precipitação em forma de pancadas.

Cumulonimbus (CB): são nuvens de trovoada com a base entre 700 e 1.500 com bicos que chegam a 24 e 35 km de altura, sendo a média entre 9 e 12 km são formadas por gotas d'água, cristais de gelo.

Climas do Brasil

          Climas Controlados por Massas de Ar Equatoriais e Tropicais
            Equatorial Úmido (Convergência dos Alísios)

            Tropical (Inverno seco e verão úmido)

            Tropical Semi-Árido (Tendendo a seco pela irregularidade da ação das massas de ar)

            Litorâneo Úmido (Influenciado pela Massa Tropical Marítima)

          Climas Controlados por Massas de Ar Tropicais e Polares
            Subtropical Úmido (Costas orientais e subtropicais, com predomínio da Massa Tropical Marítima)
          Fonte: Atlas Geográfico Escolar - Maria Elena Simielli/Mário De Biasi
O Brasil, pelas suas dimensões continentais, possui uma diversificação climática bem ampla, influenciada pela sua configuração geográfica, sua significativa extensão costeira, seu relevo e a dinâmica das massas de ar sobre seu território. Esse último fator assume grande importância, pois atua diretamente sobre as temperaturas e os índices pluviométricos nas diferentes regiões do país.

Em especial, as massas de ar que interferem mais diretamente no Brasil, segundo o Anuário Estatístico do Brasil, do IBGE, são a Equatorial, tanto Continental como Atlântica; a Tropical, também Continental e Atlântica; e a Polar Atlântica, proporcionando as diferenciações climáticas.

Nessa direção, são verificados no país desde climas superúmidos quentes, provenientes das massas Equatoriais, como é o caso de grande parte da região Amazônica, até climas semi-áridos muito fortes, próprios do sertão nordestino.O clima de uma dada região é condicionado por diversos fatores, dentre eles pode-se citar temperatura, chuvas, umidade do ar, ventos e pressão atmosférica, os quais, por sua vez, são condicionados por fatores como altitude, latitude, condições de relevo, vegetação e continentalidade.

De acordo com a classificação climática de Arthur Strahler, predominam no Brasil cinco grandes climas, a saber:

  • clima equatorial úmido da convergência dos alísios, que engloba a Amazônia;
  • clima tropical alternadamente úmido e seco, englobando grande parte da área central do país e litoral do meio-norte;
  • clima tropical tendendo a ser seco pela irregularidade da ação das massas de ar, englobando o sertão nordestino e vale médio do rio São Francisco; e
  • clima litorâneo úmido exposto às massas tropicais marítimas, englobando estreita faixa do litoral leste e nordeste;
  • clima subtropical úmido das costas orientais e subtropicais, dominado largamente por massa tropical marítima, englobando a Região Sul do Brasil.
Quanto aos aspectos térmicos também ocorrem grandes variações. Como pode ser observado no mapa das médias anuais de temperatura a seguir, a Região Norte e parte do interior da Região Nordeste apresentam temperaturas médias anuais superiores a 25oC, enquanto na Região Sul do país e parte da Sudeste as temperaturas médias anuais ficam abaixo de 20oC. De acordo com dados da FIBGE, temperaturas máximas absolutas, acima de 40oC, são observadas em terras baixas interioranas da Região Nordeste; nas depressões, vales e baixadas do Sudeste; no Pantanal e áreas rebaixadas do Centro-Oeste; e nas depressões centrais e no vale do rio Uruguai, na Região Sul. Já as temperaturas mínimas absolutas, com freqüentes valores negativos, são observadas nos cumes serranos do sudeste e em grande parte da Região Sul, onde são acompanhadas de geadas e neve. Região Norte
A região Norte do Brasil compreende grande parte da denominada região Amazônica, representando a maior extensão de floresta quente e úmida do planeta. A região é cortada, de um extremo a outro, pelo Equador e caracteriza-se por baixas altitudes (0 a 200 m). São quatro os principais sistemas de circulação atmosférica que atuam na região, a saber: sistema de ventos de Nordeste (NE) a Leste (E) dos anticiclones subtropicais do Atlântico Sul e dos Açores, geralmente acompanhados de tempo estável; sistema de ventos de Oeste (O) da massa equatorial continental (mEc); sistema de ventos de Norte (N) da Convergência Intertropical (CIT); e sistema de ventos de Sul (S) do anticiclone Polar. Estes três últimos sistemas são responsáveis por instabilidade e chuvas na área.

Quanto ao regime térmico, o clima é quente, com temperaturas médias anuais variando entre 24o e 26oC.

Com relação à pluviosidade não há uma homogeneidade espacial como acontece com a temperatura. Na foz do rio Amazonas, no litoral do Pará e no setor ocidental da região, o total pluviométrico anual, em geral, excede a 3.000 mm. Na direção NO-SE, de Roraima a leste do Pará, tem-se o corredor menos chuvoso, com totais anuais da ordem de 1.500 a 1.700 mm.

O período chuvoso da região ocorre nos meses de verão - outono, a exceção de Roraima e da parte norte do Amazonas, onde o máximo pluviométrico se dá no inverno, por influência do regime do hemisfério Norte.

Região Nordeste
A caracterização climática da região Nordeste é um pouco complexa, sendo que os quatro sistemas de circulação que influenciam na mesma são denominados Sistemas de Correntes Perturbadas de Sul, Norte, Leste e Oeste.

O proveniente do Sul, representado pelas frentes polares que alcançam a região na primavera - verão nas áreas litorâneas até o sul da Bahia, traz chuvas frontais e pós-frontais, sendo que no inverno atingem até o litoral de Pernambuco, enquanto o sertão permanece sob ação da alta tropical.

O sistema de correntes perturbadas de Norte, representadas pela CIT, provoca chuvas do verão ao outono até Pernambuco, nas imediações do Raso da Catarina. Por outro lado, as correntes de Leste são mais freqüentes no inverno e normalmente provocam chuvas abundantes no litoral, raramente alcançando as escarpas do Planalto da Borborema (800 m) e da Chapada Diamantina (1.200 m).

Por fim, o sistema de correntes de Oeste, trazidas pelas linhas de Instabilidade Tropical (IT), ocorrem desde o final da primavera até o início do outono, raramente alcançando os estados do Piauí e Maranhão.

Em relação ao regime térmico, suas temperaturas são elevadas, com médias anuais entre 20o e 28oC, tendo sido observado máximas em torno de 40oC no sul do Maranhão e Piauí. Os meses de inverno, principalmente junho e julho, apresentam mínimas entre 12o e 16oC no litoral, e inferiores nos planaltos, tendo sido verificado 1oC na Chapada da Diamantina após a passagem de uma frente polar.

A pluviosidade na região é complexa e fonte de preocupação, sendo que seus totais anuais variam de 2.000 mm até valores inferiores a 500 mm no Raso da Catarina, entre Bahia e Pernambuco, e na depressão de Patos na Paraíba. De forma geral, a precipitação média anual na região nordeste é inferior a 1.000 mm, sendo que em Cabaceiras, interior da Paraíba, foi registrado o menor índice pluviométrico anual já observado no Brasil, 278 mm/ano. Além disso, no sertão desta região, o período chuvoso é, normalmente, de apenas dois meses no ano, podendo, em alguns anos até não existir, ocasionando as denominadas secas regionais.

Região Sudeste
A posição latitudinal cortada pelo Trópico de Capricórnio, sua topografia bastante acidentada e a influência dos sistemas de circulação perturbada são fatores que conduzem à climatologia da região Sudeste ser bastante diversificada em relação à temperatura.

A temperatura média anual situa-se entre 20oC, no limite de São Paulo e Paraná, e 24oC, ao norte de Minas Gerais, enquanto nas áreas mais elevadas das serras do Espinhaço, Mantiqueira e do Mar, a média pode ser inferior a 18oC, devido ao efeito conjugado da latitude com a freqüência das correntes polares.

No verão, principalmente no mês de janeiro, são comuns médias das máximas de 30oC a 32oC nos vales dos rios São Francisco e Jequitinhonha, na Zona da Mata de Minas Gerais, na baixada litorânea e a oeste do estado de São Paulo.

No inverno, a média das temperaturas mínimas varia de 6oC a 20oC, com mínimas absolutas de -4o a 8oC, sendo que as temperaturas mais baixas são registradas nas áreas mais elevadas. Vastas extensões de Minas Gerais e São Paulo registram ocorrências de geadas, após a passagem das frentes polares.

Com relação ao regime de chuvas, são duas as áreas com maiores precipitações: uma, acompanhando o litoral e a serra do Mar, onde as chuvas são trazidas pelas correntes de sul; e outra, do oeste de Minas Gerais ao Município do Rio de Janeiro, em que as chuvas são trazidas pelo sistema de Oeste. A altura anual da precipitação nestas áreas é superior a 1.500 mm. Na serra da Mantiqueira estes índices ultrapassam 1.750 mm, e no alto do Itatiaia, 2.340 mm.

Na serra do Mar, em São Paulo, chove em média mais de 3.600 mm. Próximo de Paranapiacaba e Itapanhaú, foi registrado o máximo de chuva do país (4.457,8 mm, em um ano). Nos vales dos rios Jequitinhonha e Doce são registrados os menores índices pluviométricos anuais, em torno de 900 mm.

O máximo pluviométrico da região Sudeste normalmente ocorre em janeiro e o mínimo em julho, enquanto o período seco, normalmente centralizado no inverno, possui uma duração desde seis meses, no caso do vale dos rios Jequitinhonha e São Francisco, até cerca de dois meses nas serras do Mar e da Mantiqueira.

Região Sul
A região Sul está localizada abaixo do Trópico de Capricórnio, em uma zona temperada, É influenciada pelo sistema de circulação perturbada de Sul, responsável pelas chuvas, principalmente no verão, e pelo sistema de circulação perturbada de Oeste, que acarreta chuvas e trovoadas, por vezes granizo, com ventos com rajadas de 60 a 90 km/h.

Quanto ao regime térmico, o inverno é frio e o verão é quente. A temperatura média anual situa-se entre 14o e 22oC, sendo que nos locais com altitudes acima de 1.100 m, cai para aproximadamente 10oC.

No verão, principalmente em janeiro, nos vales dos rios Paranapanema, Paraná, Ibicuí-Jacuí, a temperatura média é superior a 24oC, e do rio Uruguai ultrapassa a 26oC. A média das máximas mantém-se em torno de 24o a 27oC nas superfícies mais elevadas do planalto e, nas áreas mais baixas, entre 30o e 32oC.

No inverno, principalmente em julho, a temperatura média se mantém relativamente baixa, oscilando entre 10o e 15oC, com exceção dos vales dos rios Paranapanema e Paraná, além do litoral do Paraná e Santa Catarina, onde as médias são de aproximadamente 15o a 18oC. A média das máximas também é baixa, em torno de 20o a 24oC, nos grandes vales e no litoral, e 16o a 20oC no planalto. A média das mínimas varia de 6o a 12oC, sendo comum o termômetro atingir temperaturas próximas de 0oC, ou mesmo alcançar índices negativos, acompanhados de geada e neve, quando da invasão das massas polares.

A pluviosidade média anual oscila entre 1.250 e 2.000 mm, exceto no litoral do Paraná e oeste de Santa Catarina, onde os valores são superiores a 2.000 mm, e no norte do Paraná e pequena área litorânea de Santa Catarina, com valores inferiores a 1.250 mm. O máximo pluviométrico acontece no inverno e o mínimo no verão em quase toda a região.

Região Centro-Oeste
Três sistemas de circulação interferem na região Centro-Oeste: sistema de correntes perturbadas de Oeste, representado por tempo instável no verão; sistema de correntes perturbadas de Norte, representado pela CIT, que provoca chuvas no verão, outono e inverno no norte da região; e sistema de correntes perturbadas de Sul, representado pelas frentes polares, invadindo a região no inverno com grande freqüência, provocando chuvas de um a três dias de duração.

Nos extremos norte e sul da região, a temperatura média anual é de 22oC e nas chapadas varia de 20o a 22oC. Na primavera-verão, são comuns temperaturas elevadas, quando a média do mês mais quente varia de 24o a 26oC. A média das máximas de setembro (mês mais quente) oscila entre 30o e 36oC.

O inverno é uma estação amena, embora ocorram com freqüência temperaturas baixas, em razão da invasão polar, que provoca as friagens, muito comuns nesta época do ano. A temperatura média do mês mais frio oscila entre 15o e 24oC, e a média das mínimas, de 8o a 18oC, não sendo rara a ocorrência de mínimas absolutas negativas.

A caracterização da pluviosidade da região se deve quase que exclusivamente ao sistema de circulação atmosférica. A pluviosidade média anual varia de 2.000 a 3.000 mm ao norte de Mato Grosso a 1.250 mm no Pantanal mato-grossense.

Apesar dessa desigualdade, a região é bem provida de chuvas. Sua sazonalidade é tipicamente tropical, com máxima no verão e mínima no inverno. Mais de 70% do total de chuvas acumuladas durante o ano se precipitam de novembro a março. O inverno é excessivamente seco, pois as chuvas são muito raras.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Massas de ar

Clima; Tempo; Massas de ar e Ventos

Importância do Tempo e do Clima

INTRODUÇÃO - Ao realizarmos um estudo climatológico temos que, de saída, diferenciar TEMPO e CLIMA, pois o primeiro vem a ser, segundo Koppen, o estado momentâneo da atmosfera em um determinado lugar da superfície da terra, caracterizado pelas suas propriedades e pêlos fenómenos metereológicos, sendo por isso bastante instável, enquanto que o CLIMA é o estado habitual do TEMPO.

OS AGENTES E FATORES GEOGRÁFICOS DOS CLIMAS - Os agentes climáticos são os elementos que determinam as propriedades físicas do ar (temperatura, pressão, umidade, nuvens, precipitações, etc.), enquanto que os fatores geográficos são os condicionantes que acarretam sensíveis variações a esses elementos, sendo formados pela latitude, altitude, a distância do mar, etc. Os principais agentes climáticos e os fatores geográficos que neles influenciam são:

a) Temperatura - é um dos agentes climáticos mais importantes, sendo mesmo, muitas vezes, confundido com o clima. Ela é resultante do calor emitido pelo sol, pelo processo de irradiação.

A temperatura ambiente varia de acordo com:

I.Latitude - quanto maior a latitude mais baixa a temperatura, havendo, portanto, uma relação inversa.

Baixa Latitude = Temp. Alta

Elevada Latitude = Temp. Baixa

II. Altitude - também temos uma relação inversa entre a temperatura e a altitude pois, em média, a temperatura cai 1° C a cada 200m.

Baixa Altitude = Temp. Elevada

Elevada Altitude = Temp. Baixa

III. Cobertura Vegetal - quanto mais densa maior é a queda de temperatura, pois é menor a insolação; assim como, é menor a variação da mesma entre o dia e a noite.

IV.Proximidade do mar- nas zonas litorâneas a temperatura é mais baixa do que nas zonas interioranas

ISOTERMAS OU LINHAS ISOTÉRMICAS

Mesmo quando situados numa mesma latitude e altitude, as áreas urbanas são mais aquecidas do que as áreas rurais, daí serem conhecidas como "ilhas de calor".

A menor presença de vegetação e a concentração de concreto e de asfalto fazem com que o calor seja mais intenso; além, é claro, da maior poluição atmosférica, que se toma mais intensa no inverno, quando ocorrem as inversões térmicas.

b) Pressão Atmosférica - é a densidade por unidade de área exercida pelo ar sobre a superfície terrestre, sendo a mesma medida por meio do barómetro ou do barógrafo, podendo a pressão variar sobretudo de acordo com:

I. Latitude - quanto maior, será maior a pressão

Baixa Latitude = Pressão Baixa.

Elevada Latitude = Pressão Alta

II. Altitude - quanto maior, menor será a pressão.

Baixa Altitude = Pressão Alta

Elevada Altitude = Pressão Baixa

c) Os ventos - nada mais são do que o ar posto em movimento, movimento este causado, principalmente, por diferenças de temperatura e pressão, já que os mesmos se deslocam de uma zona de alta pressão para uma zona de baixa pressão, ou seja, das zonas anticiclonais, que são centros dispersores de ventos, para as zonas ciclonais, que são centros convergentes de ventos. Tomando por base a velocidade, que é medida pelo ANEMÓMETRO, os ventos podem ser classificados em calmaria, fraco, moderado, forte, muito forte, violento e furacão.

De acordo com a direção, que nos é dada peia BIRUTA, e com o período de duração, os ventos são classificados em:

Regulares ou Constantes - são aqueles que sopram sempre e com direção e sentido constantes, como por exemplo, os Alísios e os Contra-Alísios, que sopram constantemente da zona Intertropical em direção ao Equador e vice-versa.

. Ventos Irregulares - são aqueles que não sopram constantemente e, geralmente, variam de direçâo em determinados períodos do ano. Como exemplo deste tipo de vento temos as Monções, as quais são típicas da Ásia Meridional e Oriental, sendo durante o verão formadas por correntes de ar que sopram do oceano para continente; e, no inverno, por correntes de ar que sopram do continente asiático para o oceano. Nas zonas litorâneas vamos sempre encontrar as brisas que se dividem em: Terral ou Brisa Terrestre. que sopra do continente para o oceano, ocorrendo à noite; e Viração ou Brisa Maritima, que sopra do oceano para o continente, ocorrendo de dia.

III. Ventos Periódicos ou Locais - são aqueles que sopram em áreas restritas durante curtos períodos.

Exs: o Mistral - França o Fohen -Alemanha o Pampeiro - Argentina o Minuano e o Nordeste - Brasil

Os ventos periódicos ou locais tom seus mecanismos determinados pelas variações de temperatura e pressão de acordo com os períodos do ano.

Entre eles, o mais famoso é o Simum, vento quente que se forma no Saara, atravessa o mar Mediterrâneo e atinge o sul da Europa, fazendo com que as areias deste deserto cheguem até o continente europeu.

d) Umidade Atmosférica - devido ao fenômeno de evaporação o vapor d'água formado dá origem às nuvens e às chuvas.

CONCEITO

Umidade é a quantidade de vapor d'água por unidade de volume, podendo ser expressa de duas maneiras:

- Através da Umidade Absoluta - é a densidade contida em uma certa quantidade de ar.

- Através da Umidade Relativa - é a relação entre o vapor contido e a quantidade máxima que o ar pode suportar. O ar diz-se saturado quando o limite de concentração de vapor d'água é atingido.

Fatores geográficos que influenciam na umidade atmosférica:

I.Latitude - quanto maior a latitude menor a temperatura, menor a umidade do ar, pois esta está relacionada com a temperatura e a taxa de evaporação, por isso o Equador é a área mais quente e mais úmida da Terra.

II. Altitude - como o vapor d'água é denso, ele se concentra nas baixas camadas da atmosfera, por isso quanto maior a altitude menor a umidade do ar.

III.Continentalidade - a evaporação das grandes massas d'água faz com que as zonas litorâneas sejam mais úmidas do que as interioranas.

IV. Cobertura Vegetal - vegetação densa propicia uma maior umidade do ar.

e) As precipitações - as nuvens são resultantes da condensação do vapor d'água e são classificadas como:

I. Cirros - são nuvens muito altas, geralmente brancas, constituídas por finas camadas de gelo.

li. Estratos - são nuvens muito baixas e pouco espessas.

III. Nimbos - são nuvens baixas de cor escura, pluviais, pois são bastante carregadas de vapor d'água condensado.

IV.Cúmulos - nuvens brancas dotadas de grande mobilidade ao sabor dos ventos.

As precipitações podem ser: L Nivais - dividem-se em:

1°- Geadas - quando a temperatura da superfície cai a menos de 0° C. há um congelamento do orvalho, pode ser também a precipitação do vapor dágua sob a forma de cristais de gelo, sendo comuns no sudeste e sul do país.

2° - Neve - quando o vapor d'agua se precipita sob a forma de flocos, sendo esse N fenômeno comum no sul do país.

3° - Granizo - é o congelamento das gotas de chuvas apresentando-se, a maioria das vezes, sob a forma de tempestades.

II. Chuva - é a mais comum e mais importante das precipitações atmosféricas, podendo ser:

1° • Chuvas de Convecção - são resultantes da ascensão vertical das massas de ar aquecidas, que se resfriam em seguida, ativando a condensação e a precipitação.

2° - Chuvas Ciclônicas, Frontais ou de Frentes - resultam de depressões barométricas, sendo resultantes, mais precisamente, do contato de frentes quentes e frias que levam a uma elevação do ar quente e úmido.

3° - Chuvas de Relevo ou Orográficas -

ocorrem nas encostas das montanhas do deslocamento horizontal das nuvens.

As massas de ar

l - Conceito - A movimentação constante da atmosfera propicia a formação das massas de ar, que são áreas de mesma temperatura, pressão e umidade

II - Divisão - As três grandes massas de ar são:

Massa Polar - forma-se nas latitudes elevadas, nos polos e divide-se em:

a) Polar Continental - é*fria e seca Ex: Massa Polar Continental Siberíana

b) Polar Oceânico - é fria e úmida Ex: Massa Polar Atlântica

2° Massa Tropical ou Tépida - forma-se nas latitudes tropicais e divide-se em:

a) Tépida Continental - é quente e seca.

Exs: Massas Tépidas Continentais Saariana e Kalariana.

b) Tépida oceânica é quente e úmida. Ex: Massa tépida atlântica

3) Massa Equatorial – forma-se nas baixas latitudes no equador e divide-se em:

Equatorial Continental – é quente e úmida. Ex.: Massa equatorial continental amazônica.

Equatorial Oceânica – é quente e úmida. Ex: Massa equatorial atlântica.

A dinâmica climática tem bastante a ver com deslocamento das massas de ar, pois as massas se dilatam e se contraem. As massas frias respectivamente no outono/inverno e na primavera/verão, as quentes fazem o Inverso.

Ao se dilatarem, formam as chamadas frentes; as massas dão às áreas que ocupam, características climáticas que determinam o comportamento do tempo nestas áreas durante o ano

OS CLIMAS

CONCEITO - Conforme vimos anteriormente, podemos afirmar que o clima é o estado habitual do tempo ou que o clima é o conjunto dos fenómenos meteorológicos que caracterizam o estado médio da atmosfera em um ponto qualquer da superfície terrestre. (J. HANN)

CLASSIFICAÇÃO - Modernamente, uma das classificações climáticas mais aceitas é a de Koppen, que tomou por base os elementos essenciais do clima que são a temperatura e a umidade. Sua classificação é toda baseada em símbolos divididos em três grupos, onde os principais são:

1° - Grupo: letras maiúsculas que indicam os grandes grupos climáticos, são elas:

A; BS ou BW; C e D.

2° - Grupo: letras minúsculas, que indicam o período de chuvas, portanto, determinam o tipo de clima, são elas:

f; m; s; w.

3º OUTROS SÍMBOLOS: K e W

Assim por exemplo,os climas são classificados em:

Equatorial Af;

Temperado Continental Cw

Frio Oceânico Df

Desértico Frio BwK

Podemos fazer uma classificação em 4 grandes grupos:

I. Climas Quentes - ocupam quase toda a área intertropical e regiões subtropicais, dividindo-se em:

1º Equatoriais - são aqueles que se caracterizam por ser quentes e chuvosos, com elevadas médias termométricas e pluviométricas. São encontrados em regiões como o golfo da Guiné (África), a bacia do Congo (África) e a Amazônia. Koppen classifica este clima como Af.

2° - Tropicais - são aqueles que se caracterizam por ser quentes e por possuírem uma grande abundância de chuvas durante seis meses do ano e por uma estação seca, ou de relativa estiagem no outro período. São encontrados em regiões da África, da América do Sul (predomjnam no Brasiï) e da América Central, Koppen classifica este clima como Aw.

3º clima de Monções - caracteriza-se por apresentar uma estação seca, quando o vento sopra do continente para o oceano e outra chuvosa, quando o vento sopra do oceano para o continente. Predomina no sul e sudeste da Ásia, - Koppen classifica este clima como Am

II_ Climas Temperados – ocupam as latitudes médias da terra e dividem-se em:

1º Temperado mediterrâneo – Caracteriza-se por apresentar uma estação fria, verões quentes e chuvas concentradas no inverno. É encontrado no sul da Europa e no extremo norte da África. Koppen classifica este clima como Cs.

2° - Temperado Oceânico - caracteriza-se por ser bastante regular, brando e úmido. É encontrado nas ilhas ao longo da faixa costeira dos continentes de médias latitudes e por apresentar chuvas constantes, é classificado como Cf.

3° - Temperado Continental - caracteriza-se por ser bastante irregular, com invernos rigorosos e verões quentes e chuvosos. É encontrado no interior da Europa, Ásia e América do Norte, sendo classificado como Cw.

III. Climas Frios - são registrados em altas latitudes e dividem-se em: oceânico, continental e polar; Koppen classifica este clima como D, podendo variar de acordo com a umidade em Df

O Frio Oceânico é do tipo Df (frio com chuvas o ano Inteiro), já o frio Polar, encontrado no Extremo Norte da Europa (Lapônia), da Ásia (Sibéria) e da América do Norte (Alasca e Grande Norte Canadense), não tem classificação de Koppen, por não apresentar um período chuvoso, mas não é um clima seco, pois nos meses de verão há o derretimento da neve.

A diferença entre os climas frios está na localização e na duração e rigor do inverno.

IV - Climas Desérticos - abrangem as áreas onde é difícil a vida animal ou vegetal por falta quase total de umidade na atmosfera e dividem-se em:

1°- Desértico Frio ou Araliano - caracteriza-se por ser frio e seco. É encontrado em tomo do mar de Aral (Ásia). Koppen classifica este clima como BWK ou BSK.

2° - Desértico Quente ou Saariano

caracteriza-se por ser quente e seco. É encontrado nos desertos do Saara e Calaari na África, em grande parte da Austrália, na península Arábica e em pequenas partes da costa peruana. Koppen classifica este clima como BSh ou BWh.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Gripe A

As formas de transmissão da gripe A são semelhantes à de qualquer outra gripe. A gripe A, ou gripe suína como era reconhecida até 30 de abril de 2009, é causada pelo vírus Influenza tipo A/H1N1 modificado, denominado A/CALIFORNIA/04/2009. Esse, resultante da união de material genético de cepas da gripe humana, aviária e suina; extrapolou a barreira de espécies e passou a atingir seres humanos. Em dezoito de março do ano de 2009, a Organização Mundial de Saúde anunciou a ocorrência de casos desta gripe no México e, pouco tempo depois, nos Estados Unidos. Espanha, Canadá e outras regiões do globo terrestre, como o próprio Brasil, também entraram nesta lista. Por tal motivo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou tais incidências como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), criando o Gabinete Permanente de Emergência de Saúde Pública (GPESP), a fim de monitorar o vírus, tomando as medidas necessárias e cabíveis – como tratamento dos casos e busca pela viabilização de vacina contra tais cepas. Tais providências se fazem necessárias para evitar uma possível pandemia, esta que poderia ser capaz de contaminar um terço da população. Embora seja mais transmissível que o vírus da gripe aviária, e assim como qualquer outra gripe, o contato com saliva contendo partículas virais, eliminadas principalmente ao espirrar ou tossir; ou secreções de pessoas infectadas são as formas mais comuns de contaminação. Os sintomas desta doença incluem a presença de febre repentina e acima de 38°C e tosse, podendo vir acompanhados de diarreia, dificuldade respiratória e dores de cabeça, nas articulações e músculos. O período de incubação pode variar entre 24 horas a duas semanas. Pessoas com tais manifestações, e/ou que estiveram em algum dos países cuja incidência foi confirmada - além daqueles que tiveram contato próximo com estes - devem buscar auxílio médico, a fim de diagnosticar a doença. Os kits utilizados fornecem os resultados em até 72 horas, sendo necessárias amostras de secreções respiratórias, de no máximo sete dias após o início das manifestações. Pode ser necessária a coleta de sangue, para diagnóstico diferencial. Apesar da grande transmissibilidade, algumas medidas relativamente simples podem evitar, de forma significativa, a contaminação pelo A/CALIFORNIA/04/2009. Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir, preferencialmente com lenço descartável; lavar as mãos frequentemente, com água e sabão; não tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; evitar aglomerações; não utilizar fármacos sem prescrição médica e buscar auxílio médico em casos de manifestação de sintomas são extremamente importantes. Além disso, uma alimentação balanceada e boa ingestão de líquidos reforçam o sistema imunológico, reduzindo as chances de incidência dessa e de outras doenças. Informações relevantes: • Não existem registros de incidência deste vírus em outras espécies animais. • O consumo de carne suína ou derivados, desde que cozidos previamente, não fornece chances de contaminação. • A maioria dos casos confirmados são adultos ou jovens, o que pode indicar a relativa eficácia das campanhas anuais de vacinação, até então indicadas para crianças e idosos.

• O uso de máscaras e equipamentos de proteção individual é recomendado para os profissionais de saúde e familiares que lidam diretamente com pessoas infectadas. Também é indicado para indivíduos que estão em áreas afetadas.

• Febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza? Procure um médico ou um serviço de saúde.

VULCANISMO

Os vulcões são estruturas onde ocorre a expulsão, de forma rápida, para a superfície da Terra, de matéria a alta temperatura provinda do interior da Terra, tanto no estado sólido, como no líquido ou gasoso. Existem diversos tipos de vulcões, dependendo do tipo de actividade, sendo que os mais comuns são constituídos por: Materiais Vulcânicos Durante as erupções vulcânicas, como se disse, são libertados materiais que podem ser classificados de acordo com os diferentes estados da matéria em que se encontram. Os materiais sólidos denominam-se piroclastos e podem ser classificados segundo o seu tamanho e forma. Os materiais líquidos, que resultam da expulsão para a superfície da crosta do magma, com libertação de gases, denominam-se lavas.
SÓLIDOS - Piroclastos

Materiais vulcânicos: Piroclastos
Cinza (> 2mm)
Lapilli ou bagacina (2 a 6,4 mm)
Bloco (6,4 a 25,6 mm)
Bomba (6,4 a 25,6 mm)
Pedra-Pomes
LÍQUIDOS - Lavas

Materiais vulcânicos: Lavas
Lava Pahoehoe
Lava aa
Pillow-lavas
GASOSOS

Materiais vulcânicos gasosos
Vapor de água Dióxido de carbono Dióxido de enxofre...

Tipos de Actividade Vulcânica

A actividade vulcânica é variável e diversificada, podendo apresentar características diferentes consoante as propriedades químicas do magma, que, juntamente com a temperatura e o teor em água e gases, determinam a maior ou menor viscosidade da lava (ou a fluidez da lava) e as condições de expulsão dos gases existentes. De uma forma geral, podemos considerar três tipos de erupções vulcânicas:

Fotografia: actividade vulcânica efusiva Fotografia: actividade vulcânica explosiva Fotografia: actividade vulcânica mista

Efusiva

Emissão lenta de lavas em forma de escoadas. Os magmas são essencialmente fluídos e os gases libertam-se suavemente. Cones em geral baixos e de vertentes suaves. O vulcão Mauma Loa é um exemplo deste tipo de erupção.

MISTA

Alternância de explosões violentas e emissão lenta de lavas. O cone tem camadas alternadas de piroclastos e lava solidificada. O vulcão Etna na Itália é um exemplo deste tipo de vulcanismo.
Explosiva

Projecção de grandes quantidades de materiais sólidos. Os magmas são viscosos e os gases libertam-se de forma violenta e em algumas situações formam-se nuvens ardentes. Cones de piroclastos, em geral altos e com vertentes íngremes. Por vezes ocorrem domas ou agulhas. O vulcão Monte de St. Helens nos EUA é um exemplo deste tipo de vulcanismo.

Mista

Alternância de explosões violentas e emissão lenta de lavas. O cone tem camadas alternadas de piroclastos e lava solidificada. O vulcão Etna na Itália é um exemplo deste tipo de vulcanismo